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quinta-feira, 30 de maio de 2013

"Os Mistérios do Abade de Priscos" apresentado no IVDP


Notícia (15-05-2013)
"Os Mistérios do Abade de Priscos" apresentado no IVDP



 Apresentação do livro conta com a presença do Embaixador Francisco Seixas da Costa

"Os Mistérios do Abade de Priscos" apresentado no IVDP

Fortunato da Câmara decidiu reunir, em "Os Mistérios do Abade de Priscos", histórias desconhecidas e curiosidades apetitosas de algumas iguarias, pratos, ingredientes que estamos habituados a degustar no dia-a-dia, mas cujas origens não conhecemos. Trata-se, de acordo com a Editora, "Esfera dos Livros", de um livro sobre receitas, que não contém nenhuma… mas que explica a designação e a origem geográfica de algumas das mais conhecidas receitas do nosso dia-a-dia. O livro será apresentado na próxima quarta-feira, dia 15, pelas 17h45, no Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto (IVDP) pelo Embaixador Francisco Seixas da Costa, também autor do prefácio. Manuel de Novaes Cabral, presidente do IVDP, explica que a apresentação da obra no Instituto se deve à missão do IVDP "em apoiar as iniciativas que tenham como finalidade dignificar a cultura portuguesa e mundial, da qual a gastronomia e o vinho são elementos fundamentais e indissociáveis".

Sabia que a lasanha, a «mãe» das paste alla italiana, nasceu numa cozinha grega? Que os famosos scones do elegante chá das cinco parecem ter tido uma origem rudimentar por terras da Escócia? A famosa sobremesa Tiramisu quer dizer literalmente «anima-te» e a sua paternidade é disputada em Itália? Que as tirinhas de bife com natas, a que chamamos Strogonof, são um prato que tem origem numa das mais importantes famílias aristocratas da Rússia, de apelido Stroganov? Estas são apenas algumas das questões desvendadas no livro "Os Mistérios de Abade de Priscos", agora lançado no Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto (IVDP).

Neste livro, Fortunato da Câmara encetou uma busca completa e internacional, que lhe permitisse organizar, num só livro, casos insólitos, disputas de autoria, situações mais ou menos lendárias e percursos através de diferentes tempos e diferentes lugares apresentam uma nova e interessante perspetiva para alguns elementos famosos da cultura gastronómica.

Sobre o IVDP

Embaixador dos Vinhos do Douro e Porto em todo o mundo, o Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto (IVDP) é um instituto público, integrado na administração indireta do Estado, com jurisdição sobre todo o território nacional. A missão fundamental do IVDP é promover o os vinhos do Porto e do Douro em Portugal e no mundo, garantir o controlo da qualidade e quantidade dos vinhos do Douro e Porto, regulamentando o processo produtivo, bem como a proteção e defesa das denominações de origem Douro e Porto e da indicação geográfica Duriense à escala global.




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Fonte: http://www.ivdp.pt/pagina.asp?content=noticia&cod=563.
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Fortunato da Câmara escreve livro sobre gastronomia sem receitas


10-04-2013 às 15:030

Fortunato da Câmara escreve livro sobre gastronomia sem receitas


«Os Mistérios do Abade de Priscos», de Fortunato da Câmara e editado pela Esfera dos Livros, temos mais de 80 histórias sobre pratos, como a Sopa da pedra, o Fondue, o Bife tártaro, o Carpaccio, entre muitos outros. Mas sem receitas... O livro será apresentado na FNAC Chiado, pelas 18h30, em Lisboa, no dia 11 de Abril.
«"Posso assegurar – porque é essa a minha experiência pessoal bem forte – que um leitor atento não voltará a olhar da mesma forma para a lista de um restaurante, em Portugal ou em outros lugares do mundo, após ter lido este livro. Passará a ter, com toda a certeza, uma curiosidade acrescida para ir à procura de novas experiências que coloquem a expressão de um sabor nas várias tipologias gastronómicas aqui destacadas, seja como mero apreciador dos prazeres da mesa, seja como artista, profissional ou amador, das artes culinárias"» Francisco Seixas da Costa, in «Prefácio»
Um pudim de ovos com toucinho é a mais conhecida, e única, obra de um pároco de uma aldeia minhota, escrita e cozinhada de cor há mais de 100 anos pelo palato de milhares. São 15 gemas de ovo, uma calda de açúcar com 50 gramas de toucinho fresco e vinho do Porto, uma forma forrada com caramelo, uma hora ao lume em banho-maria – paciência e gulodice – e já está! O seu criador foi Manuel Joaquim Machado Rebelo, mais conhecido como Abade de Priscos. Um homem de alguns mistérios, um deles, o desaparecimento do livro de receitas que pensava publicar no final dos seus dias…
O livro que tem entre mãos não é um livro de História, nem tão pouco um livro de receitas, mas sim um livro onde o crítico gastronómico Fortunato da Câmara nos conta, depois de uma exaustiva e original pesquisa, histórias desconhecidas e curiosidades apetitosas de algumas iguarias, pratos, ingredientes que estamos habituados a degustar, com prazer no dia-a-dia, sem questionar o porquê da sua designação, a sua origem geográfica ou as figuras a eles ligados.
Sabia que a lasanha, a «mãe» das paste alla italiana, nasceu numa cozinha grega? Que os famosos scones do elegante chá das cinco parecem ter tido uma origem rudimentar por terras da Escócia? A famosa sobremesa Tiramisu quer dizer literalmente «anima-te» e a sua paternidade é disputada em Itália? Que as tirinhas de bife com natas, a que chamamos Strogonof, são um prato que tem origem numa das mais importantes famílias aristocratas da Rússia, de apelido Stroganov?
Um livro sobre receitas, que não contém nenhuma… Porque há pedaços da História que se podem saborear sem dar uma única dentada!»



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Fonte: http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=626378.
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"Os Mistérios do Abade de Priscos" apresentado no IVDP

Notícia (15-05-2013)
"Os Mistérios do Abade de Priscos" apresentado no IVDP


Apresentação do livro conta com a presença do Embaixador Francisco Seixas da Costa

"Os Mistérios do Abade de Priscos" apresentado no IVDP

Fortunato da Câmara decidiu reunir, em "Os Mistérios do Abade de Priscos", histórias desconhecidas e curiosidades apetitosas de algumas iguarias, pratos, ingredientes que estamos habituados a degustar no dia-a-dia, mas cujas origens não conhecemos. Trata-se, de acordo com a Editora, "Esfera dos Livros", de um livro sobre receitas, que não contém nenhuma… mas que explica a designação e a origem geográfica de algumas das mais conhecidas receitas do nosso dia-a-dia. O livro será apresentado na próxima quarta-feira, dia 15, pelas 17h45, no Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto (IVDP) pelo Embaixador Francisco Seixas da Costa, também autor do prefácio. Manuel de Novaes Cabral, presidente do IVDP, explica que a apresentação da obra no Instituto se deve à missão do IVDP "em apoiar as iniciativas que tenham como finalidade dignificar a cultura portuguesa e mundial, da qual a gastronomia e o vinho são elementos fundamentais e indissociáveis".

Sabia que a lasanha, a «mãe» das paste alla italiana, nasceu numa cozinha grega? Que os famosos scones do elegante chá das cinco parecem ter tido uma origem rudimentar por terras da Escócia? A famosa sobremesa Tiramisu quer dizer literalmente «anima-te» e a sua paternidade é disputada em Itália? Que as tirinhas de bife com natas, a que chamamos Strogonof, são um prato que tem origem numa das mais importantes famílias aristocratas da Rússia, de apelido Stroganov? Estas são apenas algumas das questões desvendadas no livro "Os Mistérios de Abade de Priscos", agora lançado no Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto (IVDP).

Neste livro, Fortunato da Câmara encetou uma busca completa e internacional, que lhe permitisse organizar, num só livro, casos insólitos, disputas de autoria, situações mais ou menos lendárias e percursos através de diferentes tempos e diferentes lugares apresentam uma nova e interessante perspetiva para alguns elementos famosos da cultura gastronómica.

Sobre o IVDP

Embaixador dos Vinhos do Douro e Porto em todo o mundo, o Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto (IVDP) é um instituto público, integrado na administração indireta do Estado, com jurisdição sobre todo o território nacional. A missão fundamental do IVDP é promover o os vinhos do Porto e do Douro em Portugal e no mundo, garantir o controlo da qualidade e quantidade dos vinhos do Douro e Porto, regulamentando o processo produtivo, bem como a proteção e defesa das denominações de origem Douro e Porto e da indicação geográfica Duriense à escala global.


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quarta-feira, 29 de maio de 2013

Prefácio

30 de Junho de 2012

Prefácio

Este é um livro que eu gostaria de ter lido, já há vários anos. Se assim tivesse acontecido, estou certo que o meu prazer, como viajante gustativo por muitas e diversas mesas, pelos locais do mundo onde a vida e a curiosidade me levaram, teria sido bem diferente. Logo verão porquê.

É um lugar comum dizer-se que a alimentação está no centro da história das civilizações e que, através dela, muito se definem as sociedades e as culturas comportamentais que delas emergem. Mas talvez não se reflita suficientemente sobre o facto de que o apuramento das práticas gastronómicas constitui, em si mesmo, um sinal de qualificação desse mesmo tecido cultural.

Este livro situa-se na confluência da História, da cultura e do prazer. É, simultaneamente, uma obra de considerável fôlego histórico-cultural e um modelo notável de divulgação sobre uma temática riquíssima, embora por vezes apenas explorada de forma ligeira. Não é este o caso.

Fortunato da Câmara traz-nos, numa linguagem que combina virtualidades várias – a boa escrita, o ritmo apelativo, o registo culto, o rigor histórico, a diversidade cosmopolita –, uma visão interessada e interessante sobre a origem e a história de muitas especificidades alimentares com que um viajante, ou um mero apreciador com hábitos mais estáticos, frequentemente se cruza. Apoiado em leituras sólidas, o autor conduz-nos por terrenos descritivos e interpretativos que, de forma bem fundamentada, nos ajudam a perceber melhor produtos que, em muitos casos, fazem parte do nosso panorama quotidiano, sem que, até agora, nos tivéssemos interrogado sobre o porquê da sua designação, os lugares de onde partiram ou as figuras a eles ligados. Ou, se assim o fizémos, muitas vezes ficámos sem resposta. Ora ela aqui está, nesta obra, fruto seguro de muitos e bem sucedidos anos de pesquisa, como o demonstra a impressionante bibliografia citada.

O texto deste livro, num registo que nunca perde o sentido de escrita agradável que, a meu ver, se deve sempre seguir quando se abordam componentes dos prazeres centrais da nossa vida, ajuda-nos a melhor entender a evolução dos produtos e as suas geografias, bem como algumas influências que os solavancos dos tempos neles acabaram por ter, tudo isso envolvido num processo muito bem sucedido de contextualização histórico-cultural.

No que constitui uma das suas facetas mais particulares, esta obra é também um interessantíssimo roteiro por figuras a cujos toques de genialidade culinária, ou de presença histórica associada, se ficou a dever a consagração de uma “marca” ou a popularização de uma certa identidade gastronómica.  E, de forma muito curiosa, chegamos mesmo à origem de algumas corruptelas, em matéria de designações de certas receitas ou pratos, que hoje fazem parte de um acervo de linguagem comum.

Posso assegurar – porque é essa a minha experiência pessoal bem forte – que um leitor atento não voltará a olhar da mesma forma para a lista de um restaurante, em Portugal ou em outros lugares do mundo, após ter lido este livro. Passará a ter, com toda a certeza, uma curiosidade acrescida para ir à procura de novas experiências que coloquem a expressão de um sabor nas várias tipologias gastronómicas aqui destacadas, seja como mero apreciador dos prazeres da mesa, seja como artista, profissional ou amador, das artes culinárias.

Com o mesmo gosto que eu próprio tive, desejo aos leitores uma boa viagem através deste roteiro de prazeres gustativos pelo qual Fortunato da Câmara nos conduz com maestria e profunda erudição. 

(Prefácio escrito para o livro "O Mistério do Abade de Priscos e outras histórias curiosas e deliciosas da gastronomia", de Fortunato da Câmara)



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Fonte: http://www.ou-quatro-coisas.blogspot.pt/2012/06/prefacio.html.
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Influentes na Gastronomia… e em Portugal


Influentes na Gastronomia… e em Portugal

por Raul Lufinha, em 03.03.13
No Verão passado, o Expresso chegou à surpreendente conclusão de que a Gastronomia não tinha influência em Portugal – nas 100 personalidades consideradas as mais influentes do país em 2012, o jornal não identificou sequer uma pessoa ligada ao universo gastronómico.
Agora, numa edição especial dedicada à Gastronomia, a Fugas – revista que acompanha o jornal Público ao sábado – abordou o tema sob uma perspectiva diferente, tendo escolhido as 20 personalidades mais influentes na Gastronomia em Portugal.
Para Alexandra Prado Coelho, Fortunato da Câmara, José Augusto Moreira e Miguel Pires, estas 20 personalidades são, por ordem alfabética: Aimé Barroyer (chef), Dieter Koschina (chef), Duarte Calvão (divulgador), Fernando Melo (jornalista), Hans Neuner (chef), Henrique Sá Pessoa (chef), José Avillez (chef), José Bento dos Santos (divulgador), José Cordeiro (chef), José Quitério (crítico), Ljubomir Stanisic (chef), Maria de Lurdes Modesto (divulgadora), Paulina Mata (professora), Paulo Amado (editor), Pedro Nunes (chef), Ricardo Costa (chef), Rui Paula (chef), Virgílio Gomes (divulgador), Vítor Matos (chef) e Vítor Sobral (chef).
Há escolhas óbvias e consensuais; há escolhas mais discutíveis; e há nomes que gostaríamos de ver e não constam – mas com as listas é sempre assim, a escolha diz sempre mais sobre quem escolhe do que sobre quem é escolhido.
Contudo, o que é relevante é que seguramente meia dúzia destes nomes entram de caras não apenas para a lista das pessoas mais influentes na Gastronomia em Portugal mas também… para a lista das personalidades mais influentes em Portugal.


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Fonte: http://mesa-do-chef.blogs.sapo.pt/115817.html.
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sexta-feira, 24 de maio de 2013

Descobre os segredos da gastronomia

MisteriosAbade

Descobre os segredos da gastronomia
 

Sabes de onde vêm os ovos moles? E o Bacalhau à Gomes de Sá? E que a lasanha afinal nasceu na cozinha grega? Fica a saber estes e outros segredos na obra “Os Mistérios do Abade de Priscos”, de Fortunato da Câmara.
Também podes ficar a saber que o delicioso Tiramisu quer dizer ‘anima-te’, que o Strogonof com natas provem de uma família de aristocratas russos (com o nome Stroganov) ou que os scones, tão apreciados no chá das cinco, em Inglaterra, afinal são originários da Escócia.
Entretanto, aqui fica uma receita que facilmente podes fazer em casa: o pudim do Abade de Priscos: colocas 15 gemas de ovo, uma calda de açúcar com 50 gramas de toucinho fresco e Vinho do Porto e uma forma forrada com caramelo durante 1h ao lume, em banho-maria, e está feito.
Fica a saber que o autor do livro, Fortunato da Câmara, nasceu em 1977, em Lisboa, frequentou o curso de Produção Alimentar em Restauração na Escola Superior de Hotelaria do Estoril e é, atualmente, crítico gastronómico no jornal Público.
Esta é uma obra que, certamente, te vai ajudar a ser um verdadeiro mestre da culinária. Não percas o lançamento deste livro na próxima quinta-feira (dia 11 de abril), na FNAC do Chiado, pelas 18h30.

[Foto: A Esfera dos Livros]


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Fonte: http://www.maissuperior.com/2013/04/08/descobre-os-segredos-da-gastronomia/#more-14474.
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Novo LIVRO de Aimé Barroyer, "Sabor Amar"

Posted on March 2, 2011

Novo LIVRO de Aimé Barroyer, "Sabor Amar", lançado Hoje


Barroyer com novo livro

O chefe Aimé Barroyer vai lançar o seu novo livro, Sabor aMar, dia 2 de Março às 17h30, no Internacional Design Hotel, em Lisboa. O livro, com fotografia de Mário Cerdeira, será apresentado pelo gastrónomo Fortunato da Câmara.


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Fonte: http://100mim.wordpress.com/2011/03/02/novo-livro-de-aime-barroyer-sabor-amar-lancado-hoje/.
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Fortunato da Câmara vence prémio Best Culinary History dos Gourmand World Cookbook Awards

Sex, 16/Dez/11

Fortunato da Câmara vence prémio Best Culinary History dos Gourmand World Cookbook Awards


Editado na colecção de gastronomia da Colares Editora, Alimentos ao Sabor da História: Receitas e curiosidades venceu em Portugal na categoria de Best Culinary History.


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Fonte: http://blogtailors.com/5603698.html.
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Alimentos para fugir à monotonia

Alimentos para fugir à monotonia


26 de Fevereiro, 2011

Por Maria Francisca Seabra
Usada no séc. XIX, a cherovia perdeu importância. Mas é uma boa alternativa ao feijão verde cozido
Foi no Alto da Ajuda, em Lisboa, que Fortunato da Câmara aprendeu a lidar com «o tomate, os pimentos e as ervas aromáticas», que o pai cultivava num pedaço de terreno ao lado de um «bonito jardim».

Confessa ao SOL que a habilidade para saber onde deveria cair a semente na terra não era o seu «forte». Mas que ao comer os produtos biológicos que colhia com o irmão nasceu uma paixão pelo sabor da cozinha, que explora até hoje.

Alimentos, ao Sabor da História (Colares Editora) é o resultado de anos de trabalho em torno dos legumes, dos frutos e das plantas. O livro revela como os alimentos fizeram o seu percurso no tempo até ao lugar que ocupam hoje em casa ou no restaurante. E destaca alguns tipicamente portugueses ou que a História fez com que ficassem ligados à cultura nacional. Como é o caso do ruibarbo.

Segundo Fortunato, os portugueses foram os primeiros a comercializar este fruto, depois da descoberta do caminho marítimo para a Índia. «Mas infelizmente não há rasto do ruibarbo em Portugal». Pelo contrário, nos Estados Unidos, fazem-se sobremesas com esta espécie de aipo vermelho.

Outro exemplo é a cherovia, importante alimento da zona da Covilhã, no séc. XIX, e que hoje está afastada dos pratos, apesar de o gastrónomo reconhecer nela um grande potencial. «Dá--se bem nos solos gelados da Beira Interior e deveria ser um produto mais explorado, para evitar importarmos tantos legumes», salienta.

É esta cenoura branca, com a textura de um nabo, sabor ligeiro e aroma a avelã, que Fortunato redescobriu nas suas pesquisas pelas bibliotecas, à procura de histórias para o seu livro. Aconselha a cozinhá-la tal qual o marmelo – porque é adstringente quando crua, mas doce depois de reduzida a puré.

Fortunato da Câmara realça também a importância da salicórnia. Esta erva salgada, que nasce na Figueira da Foz ou em Alcácer do Sal, serve para acompanhar peixes. «A salicórnia tem também a particularidade de, a partir da sua cinza, ser possível extrair um composto para o fabrico de sabão ou vidro», explica.

Aconselha a usá-la numa receita de risoto para acompanhar costeletas de borrego grelhadas. Esta é uma das muitas sugestões de Alimentos, ao Sabor da História: «Brincadeiras que faço para os amigos, que considero as cobaias das minhas experiências».

Na verdade, o gastrónomo já transformou essas experiências em pratos que confecciona com frequência. Se há lição que aprendeu ao escrever este livro foi a de que «variar torna a alimentação muito mais interessante».

Por isso, recomenda «fugir da monotonia» do feijão verde e da cenoura cozidos. E também «da praga das batatas fritas e do arroz branco que acompanham 90% das refeições nos restaurantes».

francisca.seabra@sol.pt
Tags: cherovia, Vida, Alimentação